1. antecedentes:
- Interiorização da colonização:
missões jesuíticas;
busca pelas "drogas do sertão";
pecuária;
bandeiras.
- Portugal no século XVI: sucessivas crises.
-América Portuguesa: cana de açúcar no litoral.
2- A descoberta do ouro:
-Década de 1680: Bandeirantes chegam a região de Minas Gerais.
-Minas Gerais: região com muitos índios: massacre.
-Ouro em aluvião - atração de milhares de pessoas: fome e crise social.
- Paulistas (bandeirantes) => reivindicando a posso das minas => A guerra dos Emboabas (1707-1709) => imposição da autoridade portuguesa.
3 - Trabalhadores da Minas Gerais do século XVIII:
- Homens livres e pobres: atraídos pela possibilidade de mobilidade social.
- Milhares de escravos => destaque para os "negros mina".
- negras de tabuleiro
- contrabando
* "Negros Mina": população de diversas etnias em situação de escravidão provenientes dos portos da região que os portugueses chamavam de "Costa da Mina" => litoral de atuais Nigéria, Gana, Togo e Benin. O mais famoso porto da região no século XVIII era o de São Jorge da Mina.
4- Impostos e exploração metropolitana:
- 1º imposto: O Quinto => Casas de Fundição.
- Outras tentativas de taxas: exemplo => Capitação (taxa por escravo).
- Pós 1750: Derrama (fintas)
5- 1703: Tratado de Methuen (Panos e Vinhos)
6- 1720: A Revolta de Vila Rica (Felipe dos Santos):
- contra os impostos e o autoritarismo da coroa portuguesa.
- revolta pelo cerco contra o contrabando praticado pelos pobres.
- armados, os revoltosos chegam a ocupar Vila Rica (Ouro Preto) e destroem Casas de Fundição
- o governador (Conde e Assumar) negocia e trai as lideranças, ordenando a execução de Felipe dos Santos.
7 - Distrito Diamantino: alto controle metropolitano=> nem o governador da capitania de Minas Gerais podia entrar livremente.
8- A mineração dinamiza a economia colonial n século XVIII:
- Relativa dinamização do mercado interno da América Portuguesa do século XVIII.
- Minas Gerais: surgimento de uma "classe média" (principalmente de profissionais liberais) => circulação de ideias: "ideias do século" (iluminismo).
- Comércio intracolonial cada vez mais poderoso: Brasil - África ("Um Rio chamado Atlântico")
Minas Gerais após o ciclo do ouro: produção para o mercado interno.
segunda-feira, 15 de junho de 2015
A Primeira Revolução Industrial.
“Foi o processo de transição do mundo ocidental dos artesãos, camponeses
e aristocratas para o mundo burguês, operário e capitalista, tendo como
pioneira a Inglaterra e sua revolução Industrial.” (Vainfas et. al.,2010)
1 – O Processo é resultado de um movimento maior que percorre toda a
modernidade (séculos XVI-XVIII).
2- As Revoluções Industriais:
2.1- Primeira Revolução Industrial: de fins do Século XVIII e a década
de 1830: foco → Tecidos de algodão
2.2- Segunda Revolução Industrial: metalurgia (ferro) e ferrovias. Auge
em 1850.
3- O Pioneirmo Inglês:
- Desde o Século XV a Inglaterra produzia tecidos grosseiros de lã via
corporações de ofício.
-Século XV/XVI: produção de tecidos de caráter familiar e de pequenos
produtores→ Produção rural. Produção sob encomenda com preços pré-fixados. (putting-out system)
-Século XVI: primeiros núcleos que reuniam todas as etapas da produção,
normalmente nos centros urbanos: domínio de um negociante que pagava salários. Trabalho não mais familiar, mas ainda artesanal: manufaturas.
3.1- O Cercamento dos Campos
(Enclosures):
-Início do século XVIII: cercamento das terras comunais, que já ocorria
há séculos, mas que sofreu enorme impulso.
- Pelo cercamento o governo inglês liberava os proprietários das
restrições sobre o uso da terra, mercantilizando-a .
- Novos métodos agrícolas e de criação de animais: só acessíveis aos
mais ricos
- Disponibilização de grande contingente de trabalhadores submetidos ao
capital bruguês.
- Investimento inglês em vias fluviais.
4 - A máquina a vapor:
-1785: máquina de fiar a vapor: mais barata e eficiente→ produção em
grande escala.
-Matéria-prima (algodão) também dos EUA e da Índia.
- Manchester: surgimento de diversas fábricas.
- As formas de trabalho se
transformaram radicalmente entre os séculos XVIII e XIX: milhares de
trabalhadores, principalmente mulheres e crianças nas fábricas sob serviço
intenso e rigoroso, com jornadas de trabalho superiores as 12 horas.
- Divisão do trabalho: operário em apenas uma etapa produtiva: nova divisão do trabalho→ A máquina como centro do processo
produtivo!
- Aumento da população urbana: péssimas condições de vida.
4- A defesa do livre-comércio:
- Em meados do século XVIII, na França, apareceram os primeiros fisiocratas.
-Base: direito natural = todos têm direito a usufruir a vida e exercer
suas faculdades, sendo o limite a vida e os bens do outro.
- Defendiam que a agricultura era a base de toda a riqueza.
- Criticavam o protecionismo alfandegário, defendendo a liberdade de
comércio para o bom desempenho econômico.
-O Liberalismo:
- Adam Smith (1723- 1790): oposição ao mercantilismo. Diferentemente do
fisiocratas, defendia que a riqueza era produto do trabalho humano, com a
opulência sendo resultado da divisão do trabalho.
-Emblema do liberalismo econômico: “Laissez
faire, laissez passer” (Deixai fazer, deixai passar).
- Principal livro de Smith: A Riqueza das Nações
(1776)→ Imediato sucesso. Traduzido para diversas línguas. Grande sucesso, em
particular com os burgueses.
- Mesmo com isso as tarifas alfandegárias não
foram abandonadas, nem mesmo na Inglaterra, que era a maior defensora do livre
comércio (especialmente para os seus produtos, que se viam cada vez mais
presentes no mundo). Mesmo assim o mercantilismo era cada vez menos forte.
Iluminismo
1. Monarquias
absolutistas.
2. Opinião
Pública x Opinião Privada.
3. O
que é o iluminismo?
É
o “esclarecimento” através do qual o ser humano sairia de sua “menoridade”
graças ao uso da razão e o exercício da liberdade de pensamento. (Kant – 1724-
1804)
Pela
relação com o “esclarecimento” também podemos chamar o iluminismo de ilustração.
4- Conjunto de ideias desenvolvidas especialmente na
França no século XVIII que defendia o racionalismo
como valor essencial em oposição as trevas: o pensamento religioso medieval.
5- Levou a um processo de laicização do mundo ocidental.
6- Século XVIII: “Século
das Luzes”.
7-
A Enciclopédia (1751-1772): símbolo do movimento. –
colocada no index da inquisição.
8- O Iluminismo
contra o Absolutismo:
8.1: O mundo havia mudado no período moderno, mas o
modelo medieval ainda estava vigente.
8.2- Antigo Regime= celebração da desigualdade.
8.3- Crítica frontal dos filósofos contra o
absolutismo. Por exemplo Montesquieu com a ideia de divisão tripartida do
Estado e da divisão entre esfera pública e esfera privada, mesmo com isto era
monarquista.
8.4-Limitações burguesas.
9- Bohemia
revolucionária.
9- Despotismo
Esclarecido:
- Século XVIII: em vários reinos monarcas e ministros
assimilavam parte das ideias iluministas para modernizar o Estado → diminuir a
força da igreja (em especial nas regiões católicas) e melhorar a economia.
Exemplos: Portugal (com o Marquês de Pombal), Espanha, Prússia e Rússia.
O marquês de Pombal.
- Península Ibérica: Expulsão dos Jesuítas (Portugal
em 1759-1760 e Espanha e 1767). Manutenção da Inquisição para perseguir as
“ideias francesas”.
- Racionalismo e Ciência: Século XIX, “século da
ciência” (exemplo: Lavoisier, 1743-1794);
quinta-feira, 7 de maio de 2015
AS REVOLUÇÕES INGLESAS
Antecedentes:
Século XIV: Parlamento Bicameral (Câmara dos Lords (alta nobreza) e Câmara dos
comuns (representantes das municipalidades)).
Jaime I (1566-1625) e Carlos I (1600-1649): acreditavam no
absolutismo real e desprezavam o parlamento: Pregavam o Direito Divino dos Reis
através dos sacerdotes anglicanos.
Século XVII→ rei X Parlamento.
- Guerras Religiosas.
-1640: O rei convoca o Parlamento para obter novos impostos→
Conflitos com a Escócia (calvinista) → O Parlamento impõe a regra de ser
consultado (Petição dos direitos – ou Bill
of Rights) em conflitos religiosos e em questões tributárias: Carlos I
manda fechar o Parlamento.
Guerra Civil:
Revolução Puritana:
Rei (com seus nobres e a igreja anglicana) X Exército financiado por
burgueses comandado por Oliver Cromwell (1599-1658).
1653: Guerra→ vitória das
tropas Parlamentares, base popular (exército dos cabeça redonda).
Janeiro de 1649: Carlos I executado publicamente por ter quebrado o
contrato político com a sociedade inglesa: Proclamada a República (por 11 anos
o poder ficou teoricamente nas mãos do exército revolucionário e do Parlamento
puritano)
Vitória da burguesia puritana;
Governo de Cromwell (da pequena nobreza)
“Lord Protetor” (expulsa os soldados
radicais que queriam redistribuição da terra e voto universal masculino,
reprime rebeliões, realiza perseguições políticas, investe no moralismo);
- Cromwell decreta os Atos de Navegação (caráter
nacionalista e mercantilista):
Grande desenvolvimento naval com recrudescimento das frotas mercantis.
Atos de Navegação→ Todo o transporte
de mercadorias para a Inglaterra só poderia ser feito por navios ingleses ou
pelos países de origem da mercadoria.
Holanda: guerra contra a Inglaterra. 1654: Vitória
inglesa.
Radicalização→ “Niveladores” e “escavadores” → liberdade, participação
política popular e abolição das elites.
1658: morte de Cromwell→ indicação de seu
filho Ricardo como sucessor – não consegue implementar um governo → Disputa de
generais pelo cargo.
1660 (após a morte de Cromwell): medo nas elites → Carlos II (filho de
Carlos I) assume o trono com apoio das elites.
A restauração da monarquia Stuart:
Carlos II (1660-1685): adepto do absolutismo → desconfiança do
Parlamento e do Povo. Relações amistosas com Luis XIV da França (críticas). Rei
simpático ao catolicismo.
Seu irmão, Jaime II (católico)
é coroado.
Tensão social.
A Revolução Gloriosa:
Burguesia inglesa: acordo com Guilherme
de Orange (Holandês), casado com a filha protestante de Jaime II. Guilherme
desembarca na Inglaterra com seu exército em 1688 – Jaime II tenta resistir,
mas os soldados do exécito se aliam a Guilherme de Orange. Jaime II foge para a
França.
Guilherme de Orange assina o Bill
of Rights (Petição do Direitos) em 1689:
“O rei reina, mas não governa”
- Inspiração do teórico liberal John Locke (1632-1704).
- Aos pouco as restrições mercantis foram caindo e houve o
fortalecimento da burguesia manufatureira e industrial.
segunda-feira, 30 de março de 2015
A América Colonial.
A América Portuguesa – Séculos XVI e XVII
- economia e sociedade.
1- O caráter
missionário da colonização→
Expansão da fé católica
. Atuação dos Jesuítas→ defesa contra a
escravização indiscriminada e exploração dos indígenas (em aldeamentos) pelos padres.
. Mas, o escravo indígena existiu
largamente, principalmente no século XVI: a “guerra justa”→ contra os indígenas
que não se aldeavam e assim podiam ser escravizados.
2- A Escravidão
Africana: razões para sua
adoção
. Plantation: Necessidade de mão
de obra→ pouca população portuguesa (além das terras disponíveis para estes
produzirem independentemente na América)
.
Posição da igreja contra a escravização indígena
.
Inserção dos comerciantes portugueses (ou “brasileiros”, “africanos” e outros
da Europa) no comércio de escravos.
.
Escravo: presentes em larga escala no reino. Escravidão também justificada pela
cristianização dos pagãos.
. As diferentes faces da escravidão→
da violência indiscriminada as relações de lealdade. As hierarquias dentro das
senzalas→ diferenças étnicas que permaneciam na América.

4- A União
Ibérica (1580-1640)→ Portugal
dominado pela Espanha.
4.1- Sem efeito o Tratado de Tordesilhas→
facilitação do avanço para o interior pelos portugueses, fortalecendo a prática
dos pecuaristas.
4.2- Inimigos da Espanha sobre as
possessões portuguesas→ Invasão
holandesa na Bahia
(1624-1625), Pernambuco (1630-1654) principal área produtora de açúcar, e nas
possessões orientais e africanas.
4.3→ Holandeses em Pernambuco: protestantes→
a “liberdade religiosa”. As alianças com os indígenas. A “insurreição
Pernambucana”→ Guerra entre grupos portugueses, holandeses, indígenas e negros.
4.4→ O socorro das elites americanas às
praças africanas e a baixa iniciativa do reino português (pacto de não agressão
com a Holanda).
4.5 → A insatisfação dos colonos;


A Insurreição Pernambucana - Pintura de Victor Meireles (1831-1903)
5- Formas
de interiorização da colonização→ a busca das “drogas do sertão”
(Amazônia), a pecuária e os bandeirantes (busca por indígenas e por minas).
A
colonização inglesa, francesa e holandesa (séculos XVI – XVII):
1- O caso francês:
a) Primeira potência a contestar o Tratado de Tordesilhas.
b) Tentativas de colonização no século XVI → frustradas.
c) Conquistas efetivas: século XVII → comércio com
indígenas na América do Norte / Caribe ex. Haiti→ plantations.
2- O caso Holandês:
a) busca por áreas produtivas. Ex. a invasão a Pernambuco (séc. XVII)
b) colonização por Cias de Comércio (Índias Ocidentais/Orientais)
c) a conquista de ilhas caribenhas (século XVII) → açúcar
3- O caso Inglês:
a) Fins do século XVI: expedições ao Norte da América.
b) Ocupação de territórios americanos → séculos XVII e
XVIII
No norte:
Importante: São 13 colônias, independentes entre si.
Cias de comércio e doações para indivíduos particulares;
- Formas de ocupação diversas:
- norte: migração de puritanos (calvinistas) →produção
mais familiar, muitas pequenas propriedades. Clima frio→ sem gêneros
tropicais. Desenvolvimento dos comerciantes→ o comércio triangular
com outras colônias
- Sul: Clima tropical →produtos
mais rentáveis. Grandes propriedades. Século XVII / XVII produção pela
‘servidão por contrato’, substituída pelo escravismo. →plantation
- a expansão das colônias para o Oeste por parte dos colonos
- Relações metrópole-colônia nas 13 colônias: capacidade
de Auto-Governo (Assembleias, relativo controle de administradores)
c) Século XVII – domínio sobre ilhas antilhanas. Ex. Jamaica→ plantation
Economia colonial
- A relação
Metrópole-Colônia é
representada através das relações econômicas tipicamente mercantilistas (o “Antigo
Sistema Colonial”), com a colônia servindo apenas para gerar os maiores
lucros comerciais possíveis, com exclusividade metropolitana, como no esquema
acima. Mas, apesar de verdadeira tal relação exploratória, podemos afirmar que
houve:
. uma importante produção para o consumo interno (pecuária, que se desenvolveu
fora da faixa litorânea e foi importante para a conquista dos “sertões”) → Interiorização da colonização,
muitas vezes com o trabalho de homens livres e pobres e indo para além do
Tratado de Tordesilhas.
. Plantation→ Latifúndio agroexportador,
monocultor e escravista. Havia outros tipos de unidade produtiva e por vezes as
plantations tinham uma pequena parte com produção diferenciada (ex. mandioca
para consumo da fazenda/ dos escravos→ brechas para produção de subsistência
nas plantations escravistas).
. brechas nas relações comerciais
(como o contrabando);
. comércio intracolonial: trocas entre América (açúcar e cachaça),
África (escravos e especiarias) e Ásia (especiais e tecidos)).
domingo, 15 de março de 2015
LISTA DE EXERCÍCIOS
Lista de Exercícios de história (nº1):
1.
O que é história?
2.
O que são fontes históricas?
3.
No decorrer das aulas assistimos o vídeo
intitulado “Os perigos da história única”. Na sua opinião, quais são os
prejuízos que uma “história única” pode trazer?
4.
O que é história? Por que não podemos fazer
generalizações sobre a história da África?
5.
O que é o etnocentrismo?
6.
Por que podemos afirmar que o conceito de raça
entre os seres humanos foi ultrapassado?
7.
Cite e localize geograficamente 3 impérios que
existiram na América antes da chegada dos europeus.
8.
Por que podemos dizer que na Idade Média na
Europa foi caracterizada pela descentralização política?
9.
Diversos fatores auxiliaram a centralização
política realizada pelos reis em fins da idade média (séculos XIV e XV). Cite e
explique um desses fatores.
10.
A Idade Média e o Período Moderno se
caracterizaram pela “divisão estamental da sociedade”. Explique o que era essa
divisão e o que a justificaria.
Lista de Exercícios de história (nº2):
1-
Por que o conceito de “absolutismo” é cada vez
menos utilizado para defenir as monarquias modernas?
2-
O que era a visão “corporativa” da sociedade
presente no Período Moderno (séculos XVI-XVIII)?
3-
Apresente um fator que poderia desautorizar a
concessão do título de nobreza para um indivíduo.
4-
Cite um fator que auxiliou Portugal no seu
processo de centralização política.
5-
O que foi o Tratado de Tordesilhas (1494)?
6-
Caracterize um fator que auxiliou a expansão
marítima portuguesa dos séculos XV/XVI.
7-
Apresente um fator que auxiliou a Conquista da
América pelos espanhóis.
8-
Caracterize o sitema de Capitanias Hereditárias.
9-
O que o governo português almejava ao criar o
Governo-geral da Bahia?
10-
Quais eram as funções das Câmaras Municipais do
Período Colonial? Que homens ocupam tal espaço?
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